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Comer, Rezar, Amar: o que aprendi com a viagem de Elizabeth Gilbert pela Itália, Índia e Indonésia

13 de ago.
6 min de leitura

Atualizado: 15 de out.

Locais que a Autora Elizabeth Gilbert Visitou Itália, Índia e Indonésia"
Locais que a Autora Elizabeth Gilbert Visitou Itália, Índia e Indonésia"

Existem livros que a gente lê uma vez e guarda na estante. E existem aqueles que parecem nos encontrar em momentos diferentes da vida. Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert, para mim, pertence à segunda categoria.

Já li esse livro duas vezes e estou na terceira leitura. E uma coisa curiosa aconteceu: a história continua sendo a mesma, mas eu não sou mais exatamente a mesma pessoa que a leu antes. Talvez seja por isso que, a cada leitura, encontro uma pequena lição diferente.

A viagem de Elizabeth Gilbert passa por Itália, Índia e Indonésia, três lugares que representam momentos diferentes de sua busca pessoal. A própria autora apresenta a jornada como uma exploração do prazer na Itália, da devoção na Índia e do equilíbrio em Bali, na Indonésia. (Elizabeth Gilbert)

Mas, para mim, existe algo ainda mais bonito nessa história: cada país parece ensinar uma maneira diferente de estar na vida. Não foi apenas uma viagem foi a busca de si mesmo. E foi isso que me fez amar tanto esse livro.


🇮🇹 Itália: quando comer também pode ser uma forma de viver

A primeira parada da viagem de Elizabeth Gilbert é a Itália. E não poderia existir um começo mais apropriado para um livro chamado Comer, Rezar, Amar.

Na Itália, Elizabeth se permite experimentar o prazer. A comida, o idioma, os encontros, as ruas e a possibilidade de simplesmente aproveitar determinados momentos passam a fazer parte dessa reconstrução.

A gastronomia italiana aparece como muito mais do que uma lista de pratos deliciosos. 


  • É experiência. É sentar para comer. É conversar. É experimentar.


É permitir-se gostar de alguma coisa sem transformar imediatamente aquele prazer em culpa. E essa foi uma das partes que mais me marcou. Porque quando leio sobre a Itália em Comer, Rezar, Amar, não penso apenas em massas ou sobremesas. Penso na maneira como a comida pode estar relacionada à memória, à cultura e à convivência.

A própria plataforma oficial de turismo da Itália destaca a gastronomia como parte importante da identidade cultural do país, com tradições regionais transmitidas ao longo das gerações. (Italia.it)

E talvez seja justamente isso que Elizabeth começa a descobrir: às vezes, viver também significa voltar a sentir prazer nas pequenas coisas.

Culinária Italiana
Culinária Italiana

Culinária Italiana: Osteria da Fortunata
Culinária Italiana: Osteria da Fortunata

🇮🇳 Índia: quando a viagem deixa de ser para fora

Depois da Itália, a viagem muda completamente de ritmo.

Elizabeth chega à Índia em busca de espiritualidade e passa parte importante de sua jornada em um ashram, mergulhando em práticas de meditação, disciplina e reflexão. E aqui está uma das coisas que mais gosto nessa parte do livro Comer, Rezar, Amar: não existe uma transformação instantânea.

Ela precisa lidar com a própria mente e talvez essa seja uma das partes mais difíceis de qualquer viagem de autoconhecimento: você pode mudar de país, mas continua levando a si mesma na bagagem.

Na Índia, a personagem precisa aprender a permanecer presente, enfrentar pensamentos e observar aquilo que acontece dentro dela. Isso me faz pensar que viajar não precisa ser apenas conhecer monumentos. Às vezes, uma viagem também pode nos fazer perceber coisas que estávamos evitando.

E é justamente por isso que essa parte do livro sempre me parece diferente quando volto a ela. Na primeira leitura, talvez eu tenha prestado mais atenção à viagem. Hoje, presto mais atenção ao que acontece dentro da viajante.

🌴 Bali: quando desfrutar a vida e espiritualidade encontram equilíbrio

Depois da intensidade da Itália e da Índia, Elizabeth chega a Bali, na Indonésia. É aqui que as ideias das duas etapas anteriores começam a se aproximar.

A própria descrição oficial da obra resume essa terceira etapa como uma busca por equilíbrio entre o desfrutar da vida, o lugar e o momento com a dimensão espiritual. (Elizabeth Gilbert) Bali combina perfeitamente com essa ideia dentro da narrativa.

Ubud, onde parte importante da experiência acontece, é conhecida por suas paisagens, cultura e atmosfera ligada ao bem-estar. A página oficial de turismo da Indonésia descreve Ubud como uma região cultural de Bali cercada por arrozais e práticas tradicionais. (Visit Indonesia)

As paisagens de arrozais também não são apenas bonitas.

O sistema tradicional de irrigação subak está profundamente ligado à organização comunitária, à agricultura e à dimensão cultural de Bali, e foi reconhecido como patrimônio mundial pela UNESCO. (Visit Indonesia)

Isso me faz enxergar Bali de uma maneira diferente, não é apenas um lugar paradisíaco. É um lugar onde paisagem, comunidade, espiritualidade e cotidiano podem se encontrar.


Arrozais de Ubud/Tegallalang
Arrozais de Ubud/Tegallalang.
Arrozais de Ubud/Tegallalang
Ubud, Bali
Arrozais de Ubud/Tegallalang.
Arrozais de Ubud/Tegallalang

❤️ Por que Comer, Rezar, Amar me faz pensar de maneira diferente a cada leitura?

Talvez essa seja a parte mais pessoal deste artigo. Eu não amo Comer, Rezar, Amar apenas porque Elizabeth Gilbert viaja para lugares que eu gostaria de conhecer. Eu amo porque a mesma história parece conversar comigo de maneiras diferentes conforme eu mudo.

Na primeira vez, eu enxerguei uma mulher viajando pelo mundo. Na segunda, comecei a perceber mais profundamente as perguntas que ela fazia sobre a própria vida. Agora, na terceira leitura, estou olhando muito mais para os detalhes.


  • Para a comida. Para os encontros. Para os lugares. Para as diferenças culturais.


Para a maneira como cada país oferece uma experiência diferente, e talvez essa seja uma das maiores belezas de reler um livro. Nós também fazemos parte da leitura. Quando mudamos, aquilo que está escrito na página pode ganhar outro significado.

🌎 As três grandes lições que levo dessa viagem

Se eu tivesse que resumir o que Comer, Rezar, Amar representa para mim, seria assim:]

1. 🇮🇹 A Itália me lembra que prazer também importa

Nem tudo precisa ser produtividade. Às vezes precisamos sentar, comer algo gostoso, conversar e simplesmente aproveitar.

2. 🇮🇳 A Índia me lembra que não adianta fugir de nós mesmas

Podemos atravessar o mundo inteiro e ainda carregar nossas perguntas dentro da mala. Em algum momento, precisamos olhar para elas.

3. 🌴 Bali me lembra que talvez a resposta esteja no equilíbrio

Talvez a vida não seja escolher entre desfrutar a vida e espiritualidade, liberdade e responsabilidade, aventura e tranquilidade. Talvez seja aprender a construir um pouco de equilíbrio entre tudo isso.

📖 Vale a pena ler Comer, Rezar, Amar?

Para mim, sim.

Mas eu não diria que você deve ler o livro esperando encontrar um manual de como mudar sua vida. Leia como uma experiência de viagem.

Observe a Itália. Sinta a importância da comida. Perceba a transformação da Índia. Olhe para Bali. E, principalmente, observe Elizabeth. Porque talvez, no final, a maior viagem não seja aquela que ela faz entre três países.

É aquela que acontece dentro dela.

Talvez seja justamente por isso que eu esteja lendo pela terceira vez. Porque eu quero descobrir o que a próxima versão de mim vai encontrar nessas mesmas páginas.


Perguntas frequentes sobre Comer, Rezar, Amar

O que significa Comer, Rezar, Amar?

O título representa as três grandes etapas da jornada de Elizabeth Gilbert: a experiência do prazer na Itália, a busca espiritual na Índia e a procura por equilíbrio em Bali, na Indonésia. (Elizabeth Gilbert)

Quais países Elizabeth Gilbert visita em Comer, Rezar, Amar?

A viagem passa pela Itália, Índia e Indonésia, com uma parte importante da experiência indonésia acontecendo em Bali.


O livro Comer, Rezar, Amar é uma história real?

Sim. A obra é apresentada como um relato autobiográfico/memorialístico de Elizabeth Gilbert sobre sua própria viagem e busca pessoal. (Leia mais)


Por que Comer, Rezar, Amar é tão associado a viagens?

Porque a viagem não funciona apenas como cenário. Itália, Índia e Indonésia são partes fundamentais da estrutura da narrativa e representam experiências diferentes na jornada de Elizabeth. (Elizabeth Gilbert)


O que Comer, Rezar, Amar pode ensinar?

Para mim, as principais lições estão na possibilidade de encontrar felicidade nas pequenas coisas, olhar para dentro e buscar equilíbrio. Mas a interpretação pode mudar bastante de acordo com o momento de vida de cada leitor.


Conclusão: talvez cada leitura seja uma nova viagem

Se existe uma coisa que Comer, Rezar, Amar me ensinou, é que nem toda viagem precisa terminar quando voltamos para casa, algumas continuam dentro da gente. 

A Itália me faz pensar no prazer de viver. A Índia me faz pensar no silêncio necessário para ouvir a nós mesmas. Bali me faz pensar no equilíbrio e talvez seja por isso que continuo voltando para esse livro. Porque na terceira leitura, não estou simplesmente reencontrando Elizabeth Gilbert, estou encontrando uma nova versão de mim mesma diante da mesma história.

Talvez esse seja o verdadeiro encanto de um bom livro: você abre a mesma janela... mas o mundo do outro lado parece diferente e talvez, quando eu terminar essa terceira leitura, eu já esteja pronta para descobrir outra coisa.


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